Chegou dia 5 e com ele o Wonderday!
Dia da blogagem coletiva do Wonderbloggers!

Como outubro é o mês da criança, resolvemos tirar algumas lembranças do fundo do baú!


Eu sou a de croped e a índia é a minha irmã

Eu era uma criança muito tranquila, não dava trabalho para os meus pais. Sempre gostei de ler e não tinha muitos amigos.
Em compensação na adolescência virei "a mala aberta". Fazia amizade até com cachorro na rua!

Enfim...

Lembrança 1

Na primeira festa de aniversário que minha mãe fez para eu e minha irmã, onde comemos durante uma semana batatinha em conserva, carne louca e brigadeiro (sim, minha mãe é a loka da comida), ganhei uma boneca Chuquinhas e chorei, porque fiquei emocionada!
Eu queria muito uma que vinha dentro de uma incubadora, mas meus pais não tinham condições de comprar e éramos duas, logo se desse pra uma tinha que dar pra outra também. E igual, pra não dar briga!
Eu tinha Chuquinhas de tudo quanto é jeito, na banheira, no bercinho, só a bonequinha. Era muito bonitinha!
Aí ganhei essa que queria tanto de uma amiga da minha mãe.


Eu tive uma dessa também.Crédito da Imagem

Lembrança 2 Praga de mãe 1

Cara, tá pra nascer uma pessoa mais boca grande que a minha mãe e mais estúpida do que eu de ouvir o meu pai e não ela. Sério!
Sempre que minha mãe falava, não faz e eu pedia pro meu pai e ele dizia vai lá, eu me lascava! Incrível!
Ganhei uma bicicleta do meu pai. Cambio Shimano, 21 marchas, que eu nem sabia pra que servia tanta marcha assim e muito menos o quão bom era o tal do shimano. Eu só queria a abençoada da bicicleta pra brincar na rua com as outras meninas.
Meu pai foi nas Casas Bahia e comprou em 5.812 parcelas e me deu.
Aí fui lá pedir pra minha mãe pra brincar na rua. Ela disse não.
Fiz bico, chorei e meu pai, cheio das boas intenções, falou: DEIXA A CRIANÇA BRINCAR!, maldita hora que eu fui pra rua.


Pois bem, peguei a bicicleta e fui brincar na rua de trás, que praticamente não tinha movimento e pra dar uma adrenalina apostei corrida com uma amiga e adivinha quem bateu de frente no muro e entortou o aro da bicicleta a ponto de abrir a coisa toda? Sim! Eu!
Além de ter o que restou da bicicleta confiscada, sem dignidade, tomei uns tapa e um esbregue daqueles.

Lembrança 3

Embora fosse uma criança tranquila, sempre fui curiosa.
Minha mãe tinha uma máquina da Enxuta com porta frontal.
Foi a primeira máquina de lavar que tivemos.
Era barulheeeeenta. Enquanto lavava emitia um som que se assemelhava a "EU LAVO, EU LAVO" e quando centrifugava a roupa ela se movia pela área... e se colocasse muito sabão!? A porta abria e inundava a cozinha de espuma e água! Uma belezinha da era moderna! hahahahahaha

Pois bem... eu queria saber como a máquina funcionava, então descobri uma trava. Era só apertar que o tambor girava. Calcule a minha alegria!
Então programei a máquina para centrifugar, coloquei meu braço dentro e apertei a trava.
Maaaaaaaaaaaaaaaano! Jamais façam isso na vida. O braço não girou na direção que o tambor se movia. Ele começou a bater dentro da máquina tipo um pedaço de pau. Batia pra todos os lados. E eu não conseguia puxar o braço pra fora (porque ainda não tinha soltado a trava #genious). Soltei a trava e esperei diminuir a velocidade pra tirar o braço de dentro.
Lógico que o braço ficou todo dolorido, mas pra minha sorte, não ficou roxo. Por que como ia explicar pra minha mãe que eu tinha enfiado o braço na máquina enquanto ela centrifugava?

Lembrança 4

Se você pensa que a máquina de lavar roupa foi algo estúpido, agora você vai achar que eu deveria vir com etiqueta de jumenta pregada na roupa.

Um dia acordei e decidi que ia fazer uma experiência. Coloquei logo em prática. Era bem simples! Consistia em apenas colocar o ferro quente em cima da unha pra ver se protegia o dedo. Apenas.
Não, não protege. Queima o dedo e ela fica intacta. E arde e dói, mas não tem o que fazer. Porque a queimadura é embaixo da unha.
Lição aprendida.
Ah, não grampeie o dedo. Dói também.

Lembrança 5 Praga de mãe 2

Sabe aquela frase: "Todo mundo vai... mas você não é todo mundo", então...
Minha mãe não queria que eu andasse na rua de patins, porque eu não era todo mundo. E sinceramente, não tinha necessidade, porque morava numa escola (meus pais eram zeladores) e eu tinha a quadra pra andar de patins. Mas eu queria ir onde todo mundo ia. Na rua.
Então um dia meu pai, sempre ele, me chamou pra ir no metrô Vila Matilde comprar laranjas, porque lá tinha umas barracas de frutas e era mais barato que na feira.
Ele foi de bicicleta e eu de patins.
Detalhe: sem a minha mãe saber.
Subimos a rua e na hora de descer é que tudo saiu do controle.

Foi tenso e só estou viva e linda porque Deus quis!
Eu comecei a descer e perdi o controle, meu pai tentou me segurar com a bicicleta e capotou. Peguei velocidade muito rápido e no final da descida e caí. Ralei meu joelho de um jeito que era possível ver o osso. Meus braços ficaram em carne viva.
E vocês acham que o bonito me levou pro hospital? Que nada, fui pra casa de patins!
Cheguei em casa, lavei tudo e passei mercurocromo. E ele, todo ralado, foi falar pra minha mãe que eu tinha caído na lombada, tadinha, pra ela não brigar comigo.
Oi!?
Minha mãe quando me viu perguntou se tinha passado um caminhão por cima.
Dada as minhas condições físicas ela não brigou comigo e nem tomei uns tapas pra ficar esperta. Mas tenho as cicatrizes até hoje!

Essas são as minhas 5 lembranças. Quer saber quais são as das outras Wondergirls é só clicar os links abaixo!

Blog da Nanna - Little Bit of Glamour

Blog da Thali e da Ju - Terapia Feminina

Blog da Dany - Espaço Gattena

Blog da Rê Fukuda

Blog da Tissy

Beijinhos e até a próxima!